Um esquema criminoso voltado ao furto, armazenamento e possível adulteração de combustíveis foi desmantelado pela Polícia Militar na manhã desta sexta-feira, 21 de agosto de 2026, em Ribeirão Preto.
A ocorrência culminou na prisão de dois suspeitos: o funcionário do galpão, de 24 anos, e o proprietário do estabelecimento, de 26 anos.
A Dinâmica do Crime e a Atuação Policial
O caso teve início quando o proprietário de uma empresa de transporte monitorou seu caminhão por rastreamento e constatou que o tanque do veículo estava sendo alvo de furto de combustível. Ao seguir o veículo até o local da retirada, a vítima acionou a Polícia Militar.
Conforme os detalhes repassados pelo Cabo Gaffo em entrevista coletiva à imprensa, a equipe policial se deslocou até o endereço da ocorrência, situado na Rua Analândia, nº 375. No local, o motorista do caminhão (funcionário da empresa de transporte) conseguiu se evadir no momento da abordagem; no entanto, o funcionário do galpão foi detido no local, confessou a prática criminosa e apontou que o proprietário do estabelecimento também estava envolvido e presente no esquema.
Estrutura e Modus Operandi
Durante a operação, as equipes constataram que o galpão funcionava como um ponto estruturado para o armazenamento, desvio e adulteração de combustíveis. No interior do imóvel, foram encontrados grandes recipientes (tanques e bombonas) contendo mais de 2 mil litros de combustível desviado.
Segundo o Cabo Gaffo, a investigação apontou que era rotineira a prática de motoristas levarem caminhões até o local para desviar pequenas frações de diesel — entre 40 e 50 litros por veículo — para revenda ou uso particular, contando com a participação ativa dos responsáveis pelo galpão.
Desdobramentos Legais
Os dois suspeitos detidos foram conduzidos à delegacia e autuados em flagrante. Eles responderão pelos crimes de receptação qualificada e contra a economia popular, além de passarem por investigações sobre a adulteração dos produtos apreendidos. O funcionário que fugiu do local já foi identificado pela polícia, que segue em diligências e trâmites para formalizar o pedido de mandado de prisão.



